A tarde de Sexta-feira Santa nos apresenta o maior drama de todos os tempos: a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. A cruz foi erguida sobre o mundo, e ninguém ainda desconfiava, mas aquela não era só mais uma cruz: era o novo e eterno Sinal de esperança para toda a humanidade. A mesma cruz continua de pé até hoje, - especialmente nesta sexta-feira, - Vitória sobre a morte, salvação para os homens.São João, teólogo e cronista da Paixão nos leva a comtemplar o Mistério da Cruz como solene Liturgia. Tudo é simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto é digno, maravilhoso, nobre, transbordante de amor... A densidade do seu Evangelho agora se faz ainda mais eloquente. Os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei, diz o título na cruz, e o patíbulo é seu trono. Ele é Sacerdote e Templo. É o novo Adão, junto à sua e nossa mãe, a nova Eva. É o Filho de Deus e o Esposo da Igreja, e ao mesmo tempo a imagem do Homem sedento de Deus. É o executor do Novo e Eterno Testamento e o renovador/vivificador das Escrituras. É o Doador do Espírito; o Cordeiro imaculado e imolado. É o Exaltado na cruz que tudo atrai a si, quando homens e mulheres lhe voltam o olhar.
O soldado que traspassou o lado do coração de Cristo não se deu conta que cumpria a maior de todas as Profecias. Do coração de Cristo brota sangue e água. O Sangue da Redenção, a Água da Salvação. O Sangue é sinal daquele maior Amor, Vida entregue por nós. A Água é sinal do Espírito, a própria Vida de Jesus que agora renova toda a Criação.
(texto extraído de: http://batistabras.blogspot.com/2009/04/sexta-feira-da-paixao.html)
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